Marketplace: “É preciso estar em todos os canais de vendas”, diz Head da Valpemec




As plataformas de marketplace estão se tornando plataformas muito populares, principalmente em tempos de pandemia, em que varejistas de menor poder aquisitivo preferem aderir a uma estrutura pronta e já começar a vender do que montar uma loja online própria do zero. 


Ricardo Santana, Head de Digital da Valpemec Autopeças, falou durante a Conferência E-Commerce Brasil Paraná sobre vender bem e sem perder dinheiro em marketplaces. Ele atua há 25 anos na área automotiva, sendo sete com prestação de serviços e atendimento ao cliente.


O empresário costuma chamar os marketplaces de prateleiras virtuais. E afirma que as empresas precisam estar nesse tipo de plataforma. Isso significa estar disponível para, vender em todos os canais de vendas e trazer o seu negócio para o digital. “É um caminho mais rápido pra entrar no digital, mas que precisa de cuidado e estratégias para ter um resultado tranquilo, além de conversão”, explica Ricardo.


Marketplace: fases do processo


Santana ensina que vender em marketplaces exige pensar em cinco fases essenciais. Para ter sucesso, é preciso um fluxo de operação, conclui o empresário.


Primeiro, é necessário pensar na preparação da base de cadastro dos produtos.


Segundo, é necessário pensar na preparação do projeto de marketplace. Ou seja, é preciso se aproximar do marketplace que você quer fazer arte e entender como ele funciona e como seu produto vai se encaixar dentro do da loja.


Terceiro, é necessário pensar na apresentação do projeto de marketplace. Estar conectado e transparecer suas estratégias dentro do marketplace ajudar a plataforma a enxergar o que pode ser feito para você ter êxito dentro do marketplace.


Quarto, é preciso definir o público alvo. Isso significa que existem vários tipos de marketplaces e não é necessário estar em todos eles. Em outras palavras, é fundamental enxergar qual seu produto e se ele se encaixa naquele marketplace específico. “Não adianta vender peça automotiva dentro de um marketplace de comida. É preciso definir onde seu público está e em qual região”, diz Santana.


Quinto, é preciso implantar e integrar a operação. “Todas as operações que eu dirigi precisavam estar integradas com os outros departamentos da companhia. E esse é o ‘X’ da questão. Você precisa fazer com que toda essa equipe enxergue o que é vender dentro do marketplace”, explica Santana.


Base de Cadastro


Dentro da base de cadastro, é preciso analisar o produto e verificar geograficamente onde ele está sendo consumido e vendido. É preciso fazer uma análise de mercado para saber quem são seus concorrentes e com quais produtos eu estou concorrendo.


“O que é preciso fazer para aproximar meus produtos deste mercado e descobrir como precificar meus produtos?”, questiona o empresário.


Além disso, é fundamental verificar a precificação dos produtos que estou vendendo em relação ao mercado. “Iss é algo muito importante para trabalhar em marketplace, porque pode modificar toda a sua estrutura. De repente tem gente vendendo mais barato que você”, analisa.


É preciso, ainda, na visão de Ricardo Santana, analisar cada item da sua empresa, para “entrar no marketplace já com uma assertividade de saber quem é a minha concorrência e o que fazer para vender”.


Sobre a localização do consumo, é preciso se perguntar onde seus produtos estão sendo vendidos. “O marketplace, em si, pode não informar isso. Mas é preciso achar onde seu produto está sendo comercializado e quem é a sua persona que está comprando seu produto.


Sobre o tipo de público, é preciso “achar seu publico em cada local de venda”, explica.


Etapas para integração


Integrar significa incorporar algo, deixar mais de um elemento em conjunto. Em uma empresa, isso representa unir os pensamentos e o foco de todos os setores de uma empresa.


Entre as etapas de integração citadas por Ricardo Samntana, estão:


Avaliação dos departamentos: é preciso estar totalmente conectado com todas as áreas da empresa.

Fluxo de informações: As informações precisam estar claras e objetivas, para o cliente saiba se a loja tem um determinado produto e decida pela compra de maneira rápida

Avaliação de pedidos (recebimento e tratamento): como sua expedição está recebendo as informações que saem do seu ERP? “Com esses dados, a gente tem a certeza de que o cliente está recebendo o produto exatamente como ele comprou, além de saber como tem sido a entrega que você tem feito”, explica Santana.

Avaliação do tempo de expedição: É preciso avaliar se você está preparado para receber uma quantidade grande de pedidos na sua expedição e preparado para separar o produto corretamente sem perder a qualidade que o cliente espera.

Avaliação logística: É importante saber que não se pode depender somente de uma logística única.


Fonte: E-commerce Brasil


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